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Pará ocupa o terceiro lugar em incidência de tuberculose no Brasil

O Ministério Público Estadual montou um Grupo de Trabalho Saúde (GT/Saúde) voltado para combater o avanço da Tuberculose no Estado. Médicos e pesquisadores do assunto informaram a promotora de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Suely Regina Aguiar Cruz, sobre os problemas enfrentados no tratamento e as situações de risco que mais crescem no Pará, terceiro lugar em incidência de tuberculose no Brasil, com uma taxa de 47,9 casos por 100 mil habitantes.

A discussão sobre o assunto auxiliará o MP na busca de soluções, com ações conjuntas nas questões relativas à prevenção, ao controle e ao combate à tuberculose em todo o território paraense. ‘Essas medidas já constam na Recomendação 002/2010, formulada conjuntamente pela Procuradoria geral e a Corregedoria geral do MP e encaminhada a todos os promotores de Justiça’, informou a promotora.

Suely Cruz disse ainda que ‘devido à percepção, através do Hospital Barros Barreto, sobre o abandono de casos de tratamento de Tuberculose e o crescente número de casos de TBDR, é necessária uma solução para o caso’. Apesar de os registros oficiais apontarem um número pequeno de casos, a coordenadora do setor de Tuberculose Multirresistente do Hospital Universitário Barros Barreto, Ninarosa Cardoso, afirma que o número real da Tuberculose no Pará é muito superior, sendo reportados oficialmente apenas 47% dos casos reais, podendo atingir 100 casos por 100 mil habitantes.

O pesquisador Nelson Veiga explicou que mais ou menos há 25 anos quase não havia casos de Tuberculose (TB) registrados, mas que o aumento de casos de Aids provocou o recrudescimento da doença. Veiga disse ainda que não há dados sistêmicos sobre a doença e, sim, estudos pontuais em áreas acadêmicas. Ninarosa também se reportou ao tratamento realizado no Evandro Chagas, abordando o método rápido de detecção da doença.

Cruz enviou oficio, através da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), para as promotorias de Justiça de alguns municípios, como Colares, para obtenção de detalhes sobre o tratamento de Tuberculose e o número de casos reportados. Algumas Unidades de Saúde da Região Metropolitana de Belém (RMB), como a do Barreiro, também serão oficiadas.

Fonte: O Liberal

Travesti comandava tráfico humano

Foi apresentado na tarde de quinta-feira (03) na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) Josiel Paulista Vieira, 30 anos, que gosta de ser chamado de Érika. O travesti está sendo indiciado pela Justiça paraense por manter na cidade de Anápolis, GO, uma casa onde abrigaria jovens travestis aliciados em outros estados, como Maranhão e Pará, configurando, assim, o crime de tráfico de pessoas.

No ano passado um travesti paraense, adolescente de 17 anos, teria chegado até a casa de Érika, supostamente após ter sido aliciado. Lá teria passado 10 dias e depois teria fugido. Ao chegar a Belém teria denunciado o caso ao Conselho Tutelar 07, localizado no bairro do Bengui.

O conselheiro Fernando Sampaio, 23 anos, então encaminhou o caso à Data. “A justiça paraense repassou o caso à Justiça de Goiás, em setembro do ano passado, sobre a prática de tráfico de pessoas e exploração sexual praticada pelo indiciado”, relatou Cristina Lobato, diretora da Data.

A diretora contou ainda que no início de abril desse ano Érika teria sido presa em flagrante na própria casa, mas pelo crime de rufianismo (exploração sexual). “Ela ficou oito dias presa e depois passou a responder o crime em liberdade. Mas a Justiça goiana fez o recâmbio para cá, e aqui ela está respondendo por tráfico de pessoas”, detalhou a diretora, que ainda confirmou que em 2006 Érika já teria sido indiciada por tráfico internacional de pessoas.

O coordenador estadual de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo da Sejudh, Murilo Sales, ressaltou que o Estado do Pará é um dos nove estados brasileiros que possuem um núcleo de enfrentamento ao tráfico de pessoas. “A prisão do suspeito é o resultado de uma ação integrada entre Data, Conselho Tutelar e Sejudh. Entendemos que esse não é um crime isolado, mas poucas pessoas denunciam. Pedimos que mais pessoas denunciem para que possamos trabalhar melhor a prevenção e o enfrentamento”, convocou.

O suspeito negou o crime. “Eu tenho uma casa em Anápolis onde eu cobro R$ 150,00 para que os travestis tenham onde dormir. Todos também dão uma contribuição para a alimentação. O travesti que me denunciou não fugiu de casa, fui eu que o expulsei porque ele furtou dois clientes que me conheciam. Ele só me denunciou porque um amigo que foi com ele ficou em casa e ele foi expulso”, se defendeu.

A polícia investiga dois aliciadores que supostamente participam do esquema aqui no Estado. “Nós já temos o nome de um e estamos investigando o outro. Espero que logo-logo nós consigamos prendê-los”, concluiu a delegada.

UM PROBLEMA MAIOR DO QUE PARECE
“Nós somos primeiramente rejeitados pela família, que não aceita travestis, depois somos rejeitados na escola. Igreja, nem pensar. Nenhum lugar aceita contratar travestis. É por isso que 95% dos travestis vendem o corpo pra sobreviver”, analisa Symmy Larrat, coordenadora do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta).

Larrat hoje é assessor de um parlamentar, mas também já teve que se prostituir para não passar fome.

“Eu não apoio o tráfico de pessoas, mas, na verdade, na maioria dos casos não é tráfico. Os travestis que acolhem travestis nos outros estados são a única acolhida que essas pessoas encontram. Lá eles vão ser socialmente excluídos, mas pelo menos terão condições de colocar silicone e fazer cirurgias plásticas, porque o travesti não se sente bem parecendo homem”, pontuou o travesti. Segundo ele, prender traficante de pessoas e não trabalhar para combater a homofobia é eximir de culpa sociedade e famílias, que são as primeiras a maltratar os travestis. Para ele, a solução para o fim do problema seriam políticas públicas de inclusão desse seguimento.

Fonte: Diário do Pará

Dia 5 é o dia D para vacinar contra a gripe

No próximo sábado, 5, mais 784 mil paraenses devem participar do “Dia D” de vacinação contra a gripe em todo o Estado. A campanha é direcionada a idosos, gestantes, crianças de 6 meses a dois anos de idade, indígenas e profissionais da saúde. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), mais de um milhão de doses serão distribuídas para sete mil postos de vacinação. Até o final da campanha, no próximo dia 25, 981.085 pessoas devem ser imunizadas contra a gripe. A vacina é trivalente, ou seja, protege contra três tipos de vírus, inclusive contra o Influenza H1N1 (causador da Gripe A ou gripe suína como também ficou conhecida), que, no ano passado, provocou a morte de 53 pessoas no Brasil. Este ano, três casos da doença foram registrados no Pará, sendo que dois destes somente em Belém.

Esta será a 14ª edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A estimativa é vacinar pelo menos 80% da população alvo (784.868 pessoas), que está mais vulnerável a gripe. As doses estarão disponíveis em todos os postos de saúde que deverão funcionar no sábado – Dia D – das 8 h até às 17 h. Em todo país, mais de 24 milhões de brasileiros devem se imunizar. A Sespa chama atenção para as mulheres grávidas, que no ano passado representaram o menor grupo que procurou se imunizar contra a gripe, doença que pode trazer sérias complicações se não for tratada com cuidado.

Em Belém, a campanha começou mais cedo, no último dia 25, por causa da demanda. Mais de 1600 pessoas estarão envolvidas com o Dia D de Vacinação. O Ministério da Saúde espera que o município imunize um total de 116.409 idosos, 18.307 gestantes, 36.075 crianças e mais 18.689 profissionais de saúde. Este é o maior público de toda a Região Norte que será imunizado durante a campanha. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devs), Carlene Castro, a antecipação da campanha em Belém se deve as particularidades da região que também atende a população ribeirinha. “A vacina é anual e mesmo quem já tomou a dose no ano passado deve tomar novamente este ano”, atentou. Dentre as preocupações de Carlene está a imunização contra o H1N1, que já infectou duas pessoas este ano, mas que foram tratadas e não apresentaram complicações. “O vírus já está em território nacional, por isso devemos nos prevenir da doença”, frisou. A vacinação acontece até o dia 25 deste mês em todos os postos de saúde. No sábado, Dia D, além das unidades municipais de saúde, a população de Belém pode procurar pelos postos fixos para se imunizar, eles vão funcionar no SESC – Doca, Yamada Plaza, IT Center, Ure Presidente Vargas e Ambulatório Médico da Polícia Militar.

Fonte: Diário do Pará

Jovem vive no corpo de uma pessoa de 160 anos

Ele tem 20 anos de idade, 1,25m de altura e seu corpo é semelhante ao de uma pessoa com 160 anos. Dean Andrews é uma das 74 pessoas do mundo que sofrem de uma doença chamadaHutchinson-Gilford Progeria Síndrome (ou, simplesmente, HGP).

Dean Andrews junto com os pais

Essa doença genética causa envelhecimento rápido, tornando as pessoas que sofrem da síndrome propensas a artrite, problemas oculares, doenças no coração e calvície. Geralmente, os doentes não costuma viver muito tempo, por conta das complicações causadas pela HGP. Dean é o segundo sobrevivente mais velho que se tem notícia.

O rapaz, nascido e criado em Birmingan, na Inglaterra, tenta manter uma vida normal, dentro de usas limitações. Ele aprendeu a dirigir, fez quatro tatuagens e iniciou o curso de mecânica na faculdade, porém, não pôde concluir os estudos por não alcançar os capôs dos carros.

“Ano passado fui para um encontro onde estavam os outros três portadores da síndrome no Reino Unido. Foi bom conhece-los e mostrar a eles o que fiz com minha vida, pois pude dar a eles um pouco de inspiração. A insuficiência cardíaca tem mudado muito a minha vida e eu não posso fazer coisas que fazia antes, mas tenho minha família e amigos ao meu redor para me dar suporte. Não há nada que não façam por mim e tenho muita sorte de ser tão amado”, disse ao “The Sun”.

Infelizmente, no ano passado ele foi internado por um problema no pulmão e agora passa a maior parte do tempo em casa sob os cuidados da mãe. Entre seus sonhos ainda não realizados está conhecer seu ídolo, o comediante Keith Lemon e ir à próxima reunião do grupo de portadores da síndrome na Itália em setembro deste ano.

Fonte: Mail Online

Irmãos que dividem corpo completam 4 meses de vida

Com uma expectativa de vida inicial de 45 dias, os gêmeos siameses Emanuel e Jesus completam quatro meses nesta quinta-feira. Os dois meninos, que dividem quase todos os órgãos vitais, estão na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém (PA). Jesus, que tem uma situação mais delicada, precisa da ajuda de aparelhos para respirar em alguns momentos.

O nascimento no Pará dos gêmeos que dividem o mesmo corpo é mais um caso de malformação genética registrado na medicina, mas com características únicas

A assessoria de imprensa do hospital diz que o estado dos dois está estável. Inicialmente, os gêmeos foram internados na Santa Casa de Misericórdia, referência neonatal na região, mas foram transferidos para o Hospital de Clínicas, referência em cardiologia, devido a sua condição única. O que mais aspira atenções no caso é o coração dos dois, que é, de certa forma, a fusão de dois órgãos, como se um coração estivesse dentro de outro. Conforme a assessoria, essa formação cardíaca é única na medicina.

O hospital afirma que os médicos aprendem muito com esse caso, já que boa parte da condição deles é inédita. Entre os procedimentos pelos quais os gêmeos passaram está a implantação de um stent, um equipamento usado para dilatar uma artéria ou veia parcialmente fechada, o que melhorou bastante a situação dos dois.

A mãe dos meninos, Maria de Nazaré, 23 anos, contou no dia seguinte ao nascimento que chegou ao hospital dizendo que o nome da criança era Emanuel, mas ao ser informada por uma enfermeira que são dois meninos, deu o nome de Jesus ao outro.

Fonte: Terra

Mulher com doença rara exala cheiro de peixe

Claire Rhodes, de 34 anos, tem uma doença metabólica rara chamada Trimetilaminúria (TMAU), também conhecida como “síndrome de odor de peixe”. Bem, o “apelido” da doença é auto-explicativo e, como se pode imaginar, gera um terrível transtorno na vida do paciente.

Claire agora só come vegetais e consegue driblar o problema

A doença foi diagnosticada há dois anos depois de Claire conviver por muito tempo com o terrível problema. A síndrome faz com que o corpo produza uma substância química de forte odor e liberada pelo suor, urina e respiração.

Segundo a mulher, o incômodo provocado pela síndrome é tanto, que ela chegou a ser abordada na rua por estranhos que gritavam para que ela tomasse banho. Para piorar ainda mais a situação, Claire não podia sentir o odor que exalava – já que não somos capazes de sentir cheiros vindos do nosso próprio hálito, por exemplo.

“Cheguei a tomar dez banhos por dia depois de minha família e amigos comentarem sobre o cheiro de peixe. Um dia, assim que tinha acabado de escovar os dentes, minha irmã disse que eu deveria fazê-lo pelo menos três vezes, porque eu fedia. Achei que era implicância de irmã, mas mais pessoas começaram a comentar. Isso realmente começou a me preocupar e fiquei obsessiva com limpeza”, disse a britânica ao “Daily Mail”.

Claire foi ao médico diversas vezes e todos diziam que ela não tinha nada. A moça já estava se achando hipocondríaca e tentava achar o motivo do cheiro a todo custo, chegando a obrigar seu dentista a extrair alguns dentes que acreditava serem o motivo do problema.

“Estava escovando os dentes vinte vezes por dia e ao mesmo tempo tinha ataques de pânico. Por um ano, só saí de casa para trabalhar e não aguentava mais as pessoas olhando para mim e dizendo para que eu escovasse os dentes. Me diziam que eu tinha cheiro de cocô”, lamentou.

A moça conta que pensou em suicídio algumas vezes e tomou remédios contra depressão, até que foi diagnosticada – depois de ver um caso semelhante na TV e insistir para que seu médico pedisse o teste – e encontrou a solução. Há dois anos vive à base de uma dieta que inclui apenas frutas, legumes e vegetais. “Foi um alívio receber o diagnóstico real. Meu médico, que já estava farto de mim, até pediu desculpas”, comemora.

Mãe de quatro filhos, Claire agora se alimenta basicamente de morangos, peras, cenouras, batatas e saladas. Também está liberado arroz em pequenas quantidades, mel e pães (com algumas restrições). Além de conseguir controlar o odor, ela ainda conseguiu perder 38kg.

Segundo informações do “Daily Mail”, a Trimetilaminúria não tem cura e é causada pela incapacidade de quebrar a trimetilamina no fígado. O tratamento consiste em equilibrar a produção da substância no organismo.

Fonte: UOL Virgula

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