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Arquivo para o dia “fevereiro 14, 2012”

Criança de 12 anos desaparecida é encontrada sem as mãos e a cabeça

O corpo de uma menina de 12 anos foi encontrado sem os membros e a cabeça no município de Parauapebas, na manhã desta terça-feira (14). Ela estava desaparecida desde sexta-feira (10), quando, segundo relatos da família, foi sequestrada após sair da escola.

O Instituto Médico Legal chegou ao local às 14h para fazer a remoção do corpo. A professora e uma amiga da família da vítima estão acompanhando a remoção. Os pais e a irmã da menina ficaram em estado de choque e tiveram que ser encaminhados a um hospital.

O agricultor que localizou o corpo no Loteamento Paraíso – periferia de Parauapebas – foi detido e encaminhado à delegacia para prestar depoimento. Ele é apontado pela polícia como um dos suspeitos do crime.

Cena do crime

A menina ainda estava vestida com sua calça jeans, mas sem a camisa do uniforme. Não há indícios de que ela tenha sido abusada sexualmente. Apenas exames periciais poderão comprovar se houve violência.

A polícia explicou que a área em que o corpo foi encontrado é conhecida em Parauapebas pela frequência de traficantes e usuários de drogas.

Não foi encontrada nenhuma arma nas proximidades do corpo. A polícia ainda procura os pés, as mãos e um dos braços da criança. A cabeça foi encontrada a cerca de 20 metros do corpo.

Ameaça

A família da menina informou que, após o sequestro, recebeu uma mensagem, em que o criminoso afirmou que voltaria a cometer assassinato contra outro membro da mesma família.

Outro desaparecimento

Quando a polícia chegou ao local onde o corpo da criança foi encontrado, familiares de uma mulher identificada apenas como Josiane, de 28 anos, relataram o seu desaparecimento. Ela não é vista desde o dia 8 de janeiro. Os parentes temem que a jovem tenha sofrido o mesmo que a menina.

Fonte: DOL

Defesa de Lindemberg dispensa mãe de Eloá e causa tumulto em júri

A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, foi dispensada do julgamento de Lindemberg Alves Fernandes. Ela não estava na lista de testemunhas inicialmente, mas foi arrolada pela defesa no primeiro dia de júri. Ao ser chamada hoje, porém, a defesa afirmou que não faria perguntas e que ela poderia ser dispensada.

Advogada de defesa de Lindemberg, Ana Lúcia Assad

Com o pedido de dispensa da testemunha, a juíza Milena Dias consultou a acusação, que negou o pedido, mas recuou após a advogada de Lindemberg, Ana Lúcia Assad, ameaçar abandonar o julgamento. No pouco tempo em que ficou no plenário, a mãe de Eloá encarou o réu e disse estava disposta a falar.

Ontem, Assad havia sido questionada se a convocação da mãe de Eloá de última hora teria sido uma forma de a defesa evitar choro na plateia, o que poderia influenciar os jurados –dos sete jurados, só uma é mulher. A advogada, porém, disse que não tinha esse objetivo.

Apesar da dispensa de Ana Cristina, ela permaneceu no plenário para acompanhar o depoimento do filho mais novo, Everton Douglas Pimentel, 17, que está sendo ouvido. Logo no começo do depoimento ele afirmou que “infelizmente, era muito amigo dele [Lindemberg] na época do crime”.

Também já foi ouvido hoje o irmão mais velho de Eloá, Ronickson Pimentel. Em seu depoimento, ele disse que não aprovava o namoro de Eloá –que tinha 15 anos à época do crime– com o réu e que chegou a discutir uma vez com Lindemberg após a garota afirmar ter sido agredida por ele.

“Minha família mudou totalmente, ficou um vazio. Estamos tentando nos reerguer, mas a saudade fica. A ferida não sara”, afirmou o rapaz que relatou também que o nascimento de seu filho, há sete meses, está ajudando a família.

O ex-advogado da família de Lindemberg, Marcos Cabello, que também participou das negociações também já foi ouvido hoje, por cerca de 20 minutos.

Fonte: Folha.com

Homossexual é espancado e enterrado vivo em Altamira

Já estão presos na sede da Superintendência da Polícia Civil do Xingu, em Altamira, sudoeste do Pará, Jefferson Gomes Mello, 21 anos, e Thaisson Santos de Souza, 23, autores do roubo e tentativa de homicídio do professor Anizio de Araújo Uchoa Filho, 50 anos, que é homossexual e foi espancado e enterrado vivo à beira de uma estrada nas proximidades de Altamira, no oeste do Pará (a 900 km de Belém).

Acusados do crime

Anizio conseguiu sobreviver e está hospitalizado. A Polícia Civil está tratando caso como roubo com tentativa de homicídio, mas para o movimento gay da região, trata-se de crime homofobia, já que um dos agressores mantinha um relacionamento com a vítima.
O crime foi registrado na noite de quinta-feira passada (16), quando os acusados roubaram o carro, dinheiro, cartões de crédito e objetos de valor da vítima e ainda tentaram matá-la a pauladas em uma área de mata na rodovia Transamazônica.

Desmaiado, o professor foi arrastado e teve o corpo jogado em uma vala e ainda foi encoberto por terra pelos criminosos que, por fim, cobriram o corpo com folhas. A vítima sobreviveu aos espancamentos e conseguiu pedir ajuda na rodovia para chegar até a Polícia Civil, onde pediu ajuda e denunciou o crime. Os criminosos foram presos em menos de 24 horas após o roubo em poder de todos os objetos e dinheiro roubados.

Em depoimento prestado em termo de declarações na sede da Polícia Civil, ambos confessaram o crime. A vítima permanece internada no Hospital Regional de Altamira para atendimento médico. O professor teve fraturas no maxilar e em um dos braços, além de vários ferimentos pelo corpo. Segundo informações apuradas pelo delegado Paulo Mavignier, que estava de plantão na Superintendência da Polícia Civil, os fatos se passaram entre a noite de quinta-feira passada e a madrugada do dia seguinte.

Versão dos acusados

Nos depoimentos, Jefferson relata que estava junto ao comparsa no trapiche de Altamira, onde, segundo ele, surgiu a ideia de irem até a casa do professor. Jefferson conta que os dois foram até o local, onde passaram a conversar com a vítima. Após algum tempo, os dois teriam saído da casa, porém, sob ameaças de Thaisson, teriam retornado à residência de Anizio. No local, Thaisson sacou uma faca e passou a ameaçar a vítima. Logo em seguida, Jefferson agarrou o professor e o imobilizou com um golpe conhecido como “gravata”.

Os dois amordaçaram a vítima, com uma fita engomada, e amarraram as mãos e os pés. Depois, os acusados passaram a saquear a casa, onde pegaram quatro cartões de crédito e de bancos, um computador portátil, um telefone celular, um aparelho mp4 e R$ 1.150 em dinheiro. Em seguida, carregaram a vítima desmaiada até seu carro, modelo Crossfox, onde também colocaram os objetos roubados.

Jefferson dirigiu o carro roubado em direção à Transamazônica até a cidade de Vitória do Xingu. No bairro Bacana, nesse município, Thaisson foi até uma casa, onde trocou de roupa. Em seguida, os dois seguiram no carro até uma agência bancária, onde tentaram sacar dinheiro do cartão do banco, mas não conseguiram liberar o dinheiro porque o caixa eletrônico estava fechado. Assim, Jefferson e Thaisson seguiram no carro pela Transamazônica em direção ao município de Uruará, até uma estrada vicinal de acesso ao município de Brasil Novo.

Enterrado vivo

Nessa estrada, eles retiraram o professor do carro, ainda amordaçado e com as mãos amarradas, e o levaram para dentro de uma mata, onde após cerca de 40 metros de caminhada, Thaisson armou-se com um pedaço de madeira e passou a espancar a vítima na cabeça. Jefferson alega em depoimento que ficou apenas observando o comparsa espancar o professor. Por outro lado, Thaisson acusa Jefferson de ter também participado dos espancamentos.

Após Anizio desmaiar, os dois arrastaram o corpo até uma vala e, depois de encobri-lo com terra, esconderam-no com folhas. Em seguida, fugiram do local no carro em direção a Altamira. Ao recobrar a consciência, a vítima conseguiu uma carona e retornou para a cidade, onde, por volta de 3 horas, denunciou o crime à Polícia Civil. Os presos foram localizados no centro do município na tarde de sexta-feira passada. O delegado Cristiano Nascimento, superintendente regional do Xingu, aguarda a manutenção do flagrante pela Comarca de Altamira para providenciar as transferências dos presos ao Sistema Penitenciário da região.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT da Transamazônica e Xingu fará uma manifestação na próxima quinta-feira, em Altamira, em protesto contra o crime. “O rosto dele está irreconhecível por causa das pauladas”, disse Humberto Lexter, presidente da entidade. Ele afirma que o crime foi motivado por homofobia.
Segundo Roryhone Sousa, assessor jurídico da entidade, Mello não queria que ninguém soubesse do relacionamento com Uchôa.

“Eles praticaram o crime movidos por um preconceito de que, por ser homossexual, ele [Uchoa] era mais frágil. Não foi apenas um roubo, mas sim um crime que teve origem no fato de a vítima ser homossexual”, afirmou Sousa.

Fonte: DOL

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