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Arquivo para o mês “fevereiro, 2012”

Dívidas obrigam Rede Celpa a pedir recuperação judicial

Com uma dívida de curto prazo de R$ 1,4 bilhão e o mesmo valor a longo prazo, segundo balanço patrimonial fechado em setembro do ano passado e divulgado pelo site da revista Exame (Exame.com), a Centrais Elétricas do Pará (Celpa), controlada pelo Grupo Rede Energia, entrou com pedido de recuperação judicial. Os números, segundo a revista, colocam a Celpa como uma das distribuidoras do grupo com pior desempenho no país.

A assessoria local da Celpa não se manifestou, mas segundo nota emitida por uma empresa de assessoria de imprensa contratada pelo Grupo Rede em São Paulo, a medida visa “garantir a continuidade dos serviços de distribuição de energia elétrica prestados à população do Pará e equalizar sua situação financeira” e “não impacta na continuidade de suas operações presentes e futuras”. Ainda segundo a nota “a Celpa vem apresentando resultados e melhorias operacionais expressivas ao longo do último ano, resultando no aumento de seu EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

A recuperação judicial, diz o comunicado, é um instrumento que visa à reestruturação de empresas economicamente viáveis.

“A negociação multilateral com os credores da Celpa possibilitará que a companhia encontre as condições necessárias para equacionar sua saúde financeira, cumprir com suas obrigações e seguir com seu plano de negócios”.

Ainda segundo a Exame, uma fatia de 54% do acionista majoritário da Rede Energia, Jorge Queiroz Jr, está à venda em uma operação da qual o grupo AES e a chinesa State Grid já desistiram, diante dos riscos regulatórios e do preço pedido pela participação. “A CPFL ainda estaria conversando com o grupo, segundo fontes, mas analistas chegaram a afirmar que a venda desmembrada dos ativos de distribuição poderia atrair mais interessados”, diz a reportagem.

A Rede Energia também teria convocado, segundo a Exame.com, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para 19 de março, na qual serão discutidas contratações de assessorias especializadas para propor alternativas à superação da crise econômico-financeira da companhia. “O pedido de recuperação judicial ocorre no momento em que empresas do setor de distribuição discutem os efeitos das novas regras do terceiro ciclo de revisão tarifária em suas receitas, com expectativa de que haja redução”, informou a Exame.com. O BNDES conta com 21% das ações da empresa.

AJUDA FEDERAL

O comunicado da Celpa prossegue afirmando que desde 1998 a empresa “tem cumprido seu papel social fornecendo energia elétrica aos cidadãos e empresas paraenses”. Os investimentos na rede elétrica “avançaram expressivamente ao longo desses anos, levando energia elétrica a mais de um milhão de novos consumidores. Os índices de qualidade e nível de serviço vêm melhorando substancialmente”. A área de concessão da Celpa abrange 15% do território nacional e 5% da população do país.

Segundo a Agência Estado, o presidente do grupo Eletrobras, José Costa Neto, admitiu que a estatal pode ajudar o Grupo Rede Energia, caso haja intenção do governo de aprimorar economicamente a empresa, atualmente em dificuldades.
“A situação do grupo tem desconforto, do lado econômico e social, que vai ser definida pelo governo federal. E pode ser que a Eletrobras tenha que dar uma ajuda”, afirmou. Ele não quis especificar se a ajuda envolveria compra de participação do grupo pela Eletrobras. “Vamos dar nossa contribuição, mas que, de forma alguma, não dê prejuízo para nossos acionistas”, frisou.

Na documentação que baseia o pedido de recuperação judicial, a concessionária atribui à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os problemas financeiros enfrentados nos últimos anos. Pelos relatórios, a Celpa afirma que está atravessando um grave período de turbulência provocado por regras adotadas pela Aneel, que resultaram em aumento das dívidas. A distribuidora lista pelo menos meia dúzia de normas adotadas pela agência que prejudicaram seu desempenho. Entre elas, a exigência de altos investimentos: a abertura de postos de atendimento em localidades com mais de 10 mil unidades consumidoras; grave inadimplência das prefeituras, com dificuldade de suspensão do fornecimento de energia; e alteração de regras nos processos de revisão tarifária, o que teria reduzido as expectativas de retorno da empresa. A concessionária atende hoje aos 144 municípios paraenses e 1,6 milhão de consumidores no Norte do País.

EM NÚMEROS

1,4 bi de reais é o montante da dívida da Celpa a curto prazo, o que a tornou a distribuidora com o pior desempenho entre as empresas do Grupo Rede Energia, segundo divulgou o site Exame.com.

Bancada do Pará discute hoje situação da empresa

A bancada do Pará no Congresso Nacional realiza, nesta quarta, reunião extraordinária para discutir o problema da Celpa. A reunião pretende mobilizar os três senadores e 17 deputados federais em torno do grave problema econômico enfrentado pela empresa. Um dos temas em debate será a possível participação da Eletrobras na Rede Energia. A participação se daria por meio da subsidiária Eletrobras Eletronorte, que explora os recursos hídricos na região Norte, principalmente no Pará, onde está em funcionamento a maior hidrelétrica genuinamente nacional, a de Tucuruí.

O Ministério de Minas e Energia informou ontem que cabe à Eletrobras esclarecer detalhes sobre a possível participação na Celpa. O DIÁRIO tentou contato com a assessoria de imprensa da Eletrobras no início da noite de ontem, mas não conseguiu retorno.A Eletrobras pode participar da gestão da Celpa com o mesmo modelo que já
participa nas distribuidoras Celtins (TO), Celg-D (GO) e Cemat (MT).

Crise não é novidade

Segundo divulgou a agência de notícias Reuters Brasil, a situação financeira da Celpa e das outras empresas da Rede Energia não é novidade para analistas do setor elétrico e interessados nos ativos da empresa, e o pedido de recuperação judicial não deve ser visto com surpresa pelo mercado.

Ouvido pela Reuters, o analista Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, diz que “a empresa está para ser vendida há bastante tempo, aguardando comprador e preço… Talvez isso indique que o andamento do processo não está tão adiantado”.

Ainda segundo a agência, a Celpa estima apresentar o plano de recuperação judicial em até 60 dias a partir da intimação da aprovação do pedido.

Fonte: DOL

Sintepp afirma que professores podem parar se Estado não pagar piso

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) afirmou que existe a possibilidade do ano letivo de 2012 não começar em abril, conforme o previsto no calendário da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), caso o governo estadual não se comprometa a pagar o novo piso de R$ 1.451,00, anunciado pelo Ministério da Educação anteontem. O secretário de comunicação do Sintepp, Antônio Neto, disse que a decisão dessa paralisação foi tomada em assembleia, realizada na última semana no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), e deverá ser ratificada no XX Congresso Estadual do Sintepp, que se inicia amanhã e se estende até o dia 3, na sede social do Paysandu.

O secretário do sindicato disse ainda que o governo federal anunciou tardiamente o aumento de 22,22% do piso salarial. Segundo ele, a divulgação foi feita fora do prazo determinado pela lei, que seria em janeiro. Com isso, na avaliação do Sintepp, os governos estaduais e municipais não poderiam incluir em seus orçamentos a proposta de aumento aos professores. ‘O artigo 5º da lei, que determina esse anúncio em janeiro, não foi cumprido’, acrescentou.

Neto ressaltou ainda que esse valor ainda não contempla as condições de trabalho do professor da rede pública, junto com a jornada e a hora-atividade. O representante do sindicato avalia que o valor anunciado ainda está distante do que determina a Lei do Piso, que seria o pagamento de R$ 1.947,00.

Fonte: Portal ORM

Polícia encontra em Igarapé-Açú bebê sequestrado de hospital em Castanhal

Após o desaparecimento de uma criança das dependências do Hospital São José, em Castanhal, policiais civis encontraram o bebê, do sexo feminino, com uma mulher no município de Igarapé-Açú. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, a acusada, Vânia Cláudia Gomes Teixeira, de 41 anos, confessou o crime.

Em depoimento ao delegado Luiz Xavier, da superintendência do Salgado, ela afirmou que sequestrou a criança por estar passando por problemas de ordem emocional, já que havia perdido um filho recentemente e queria suprir a ausência com outra criança.

O bebê agora será levado até a mãe, B.P.F., de 17 anos, que ainda está sob cuidados médicos no hospital, para que ela possa reconhecê-lo. Após o procedimento, Vânia será encaminhada à delegacia e responderá pelo crime de sequestro de vulnerável.

Entenda o caso

Na segunda-feira (27), Vânia entrou no Hospital São José se passando por acompanhante de paciente. Segundo informações da Polícia Civil, ela teria pasado o dia inteiro e pernoitado no local e, pela manhã, quando a mãe deixou por alguns instantes a enfermaria onde estava com o bebê, Vânia entrou, cobriu a menina e saiu com ela pela porta da frente do hospital.

Ao sentir falta do bebê, a mãe acionou enfermeiras, que comunicaram o desaparecimento à diretoria do Hospital São José e iniciaram as diligências. Testemunhas afirmaram que viram a mulher entrando em uma van, que chegou a ser perseguida pela polícia, mas nada foi encontrado.

Outra testemunha afirmou que viu uma mulher chegando à comunidade de São Luiz, localizada a 20 quilômetros da entrada do município de Igarapé-Açu. A testemunha afirmou que a mulher não tinha filhos e que por isso achou estranho ela chegar com uma criança ao local.

Fonte: Portal ORM

Cinegrafista amador registra objetos não-identificados no céu do PA

Aparição foi no mesmo dia em que globo metálico caiu do céu no MA.
‘Eram dois pontos vermelhos e brancos, que logo sumiram’, diz cinegrafista.

O funcionário público Raimundo Ribeiro, de 56 anos, filmou um objeto voador não-identificado (óvni) nos céus de Belém quando voltava de navio para a capital do Pará após passar o carnaval na Ilha de Marajó.

“Era por volta das 6h de quarta-feira de Cinzas (22) e voltávamos para Belém quando eu e meu filho percebemos as duas bolas de fogo, seguidas de pontos brancos, no céu. Logo começamos a gravar com o celular. Aquilo nos chamou a atenção, porque nunca tínhamos visto algo semelhante. Todos os passageiros do barco ficaram curiosos e espantados”, lembra Ribeiro em entrevista.

A filmagem realizada por Ribeiro ocorreu no mesmo dia em que um globo metálico caiu do céu no Maranhão. A Aeronáutica foi questionada sobre a relação entre os fatos e se poderiam ser parte de um foguete, mas até a publicação desta reportagem não recebeu retorno.

ASSISTA O VÍDEO

O cinegrafista amador vive em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, e diz que, quando os óvnis apareceram no céu, ele estava sentado no segundo andar do navio. “Vimos aqueles dois pontos vermelhos se movimentando. Eles andavam. Atrás deles havia uma claridade”, diz ele.

“No início achamos que podia ser um avião, mas logo vimos que não era. Pois, logo em seguida, sumiu”, afirma o funcionário público, que diz acreditar em extraterrestres. “Eu acredito sim. Nunca vi, mas é claro que existe gente em outros planetas”, afirma.

Bola caiu do céu no MA

Objeto metálico caiu do céu no Maranhão no mesmo dia em que foi feita filmagem no Pará

No mesmo dia em que Ribeiro fez a filmagem, um objeto metálico caiu do céu em Anapurus (MA), a 280 km de São Luís. A esfera foi primeiramente levada à sede da Polícia Militar do município e, depois, ao Centro de Lançamento de Alcântara, base brasileira para lançamento de foguetes, a 30 km de São Luís, onde foi analisada.

O objetivo dos técnicos é descobrir de que se trata a esfera metálica, oca, de aproximadamente 30 kg e do tamanho de um botijão de gás.

Especialistas ouvidos pelo G1 e pela agência russa “Ria Novosti” afirmam que o objeto é provavelmente o tanque de um foguete utilizado para lançar satélites ao espaço. Para eles, o principal suspeito é o foguete francês Ariane-4, lançado da Guiana Francesa em 1997.

O G1 questionou a Aeronáutica sobre se há informações sobre o avistamento de óvnis por pilotos de aeronaves que passaram pela região amazônica no dia 22 e também se os objetos não-identificados avistados pelos moradores do Pará poderiam ser partes dos destroços de um foguete, e aguarda retorno.

Fonte: G1

Avião bimotor cai e mata piloto no AM

Um avião de pequeno porte, modelo Caravan, prefixo PT-PTB, caiu na manhã desta terça-feira (28) por volta de 6h16, logo após a decolagem, em um terreno localizado em frente ao Aeroclube de Manaus, Zona Centro-Sul da capital. Apenas o piloto, de 54 anos, estava na aeronave e morreu na hora. De acordo com a Secretaria de Segurança do Amazonas (Seseg), o avião prestava serviço a Prefeitura do município de Nova Olinda do Norte, a 138 Km de Manaus.

Área onde o avião caiu. A polícia ainda não autorizou a realização de fotos do avião por conta do risco de explosão

Ainda segundo informações da Seseg, o piloto iria abastecer a aeronave no Aeroporto Eduardo Gomes, Terminal 2, conhecido como Eduardinho. Durante a decolagem o avião não ganhou altitude e teria batido com a asa esquerda em um poste. O aparelho caiu no terreno de uma distribuidora de produtos eletrônicos.

No local do acidente, o irmão do piloto informou que ele tinha mais de 30 anos de profissão. “Ele era considerado um dos mais experientes na empresa em que trabalhava”, disse.

Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros do Amazonas, Orleilson Muniz, após o abastecimento o destino da aeronave era a cidade de Boa Vista, em Roraima. O avião prestaria serviço aeromédico. Para ele, as primeiras impressões são de falha mecânica. “Há suspeita de falha no motor. Há forte cheiro e grande quantidade de querosone derramado e tudo indica que não faltaria combustível para ele chegar ao seu destino. Vamos aguardar as investigações”, declarou.

Os moradores de condomínios próximos ao acidente ouviram o barulho do impacto da queda. O avião não explodiu. Carros do Corpo de Bombeiros, Serviço Móvel de Urgência (SAMU), da Polícia Militar e do Instituo Médico Legal (IML) estão no local. A área está isolada.

Fonte: G1

Hemopa Castanhal supera meta de doações

O Hemocentro Regional de Castanhal encerrou campanha de doação de sangue com o excelente saldo de 333 coletas, sendo que 37% foram doações de mulheres. A campanha que superou a meta de 300 doações foi encerrada com o arrastão do “Bloco da Solidariedade”, durante desfile oficial do Carnaval daquele município, que aconteceu no bairro do Apeu.

“No carnaval são muitas as fantasias, use a de doador” foi o tema da mobilização, realizada no período de  11 a 17 de fevereiro, que contou com a participação voluntária de 210 doadores e 123 doadoras da região. Com isso, o estoque de sangue do hemocentro fica garantido para atender toda a demanda transfusional da rede hospitalar dos 48 municípios do nordeste  paraense. Os doadores que compareceram durante a campanha foram homenageados com um kit, contendo uma camisa e preservativos masculinos, lanche especial, música ambiente e decorado a caráter.

A campanha foi encerrada com o desfile do “Bloco da Solidariedade” que levou centenas de brincantes, entre funcionários, doadores, familiares e amigos às principais ruas do bairro do Apeu, que celebrou o “Carnapeu”. Segundo a diretora da unidade, Dra. Sandra Lobato, este ano o bloco teve maior adesão de foliões e de todas as idades. “Fomos muito aplaudidos. Recebemos muitos elogios no corredor da folia, formando uma verdadeira onda de solidariedade”, afirmou, agradecendo o carinho da sociedade castanhalense pela intensa manifestação de apreço e solidariedade.

Fonte: Agência Pará

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